Nomeações da Liga Sagres e Vitalis

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A Liga Portuguesa de Futebol Profissional divulgou os árbitros nomeados para os encontros da 22.ª jornada da Liga. Artur Soares Dias (AF Porto) foi o escolhido para dirigir a partida entre o líder da prova, o Benfica, e o P. Ferreira.

Programa da 22.ª jornada:

I Liga:

Sexta-feira:

U. Leiria - Leixões, Duarte Gomes (Lisboa)

Sábado:
FC Porto - Olhanense, Cosme Machado (Braga)
Rio Ave - Naval, Marco Ferreira (Madeira)
V. Setúbal – Sp. Braga, Elmano Santos (Madeira).

Domingo:
Marítimo - Académica, Rui Costa (Porto)
Belenenses - Sporting, Hugo Miguel (Lisboa)
Benfica – P. Ferreira, Artur Soares Dias (Porto)

Segunda-feira:
V. Guimarães - Nacional, Paulo Costa (Porto)

II Liga

Quinta-feira:

Dsp. Chaves - Beira-Mar, Jorge Sousa (Porto)

Domingo:
Estoril - Santa Clara, Lucílio Baptista (Setúbal)
Varzim - Gil Vicente, Jorge Tavares (Aveiro)
Portimonense - Penafiel, Paulo Baptista (Portalegre)
Sp. Covilhã - Carregado, Luís Reforço (Setúbal)
Fátima – Dsp. Aves, Vasco Santos (Porto)
Feirense - Freamunde, João Capela (Lisboa)
Oliveirense - Trofense, João Ferreira (Setúbal)



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A opinião dos jogadores sobre o "árbitro de baliza"

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A experiência de adicionar dois árbitros extra na Liga Europa foi considerada ineficaz pelos jogadores. A Fifpro interrogou os 48 capitães de equipa dos clubes que competiram na fase de grupos da Liga Europa e recebeu 31 respostas, de 17 países diferentes. Dos jogadores que responderam, 70 por cento acredita que esta medida não trouxe melhorias ao jogo. Mas 90 por cento é a favor de tecnologia na linha de golo.

Foram incluídos mais dois árbitros adicionais na edição deste ano da Liga Europa. Ambos os juízes encontram-se por trás da linha de golo de cada baliza, para ajudar o árbitro principal a decidir acerca de lances polémicos. A medida, que foi implementada pelo presidente da UEFA Michel Platini não está a ser valorizada pelos jogadores.

Tijs Tummers, secretário do comité técnico da Fifpro afirmou à BBC Sport: «Os jogadores sentem-se ainda mais desapontados quando alguns incidentes não são vistos pelo árbitro.»

A inclusão de mais dois juízes nos encontros parece não estar a cair também nas boas de graças dos treinadores. Exemplo disso são os treinadores do Everton, David Moyes, e do Fulham, Roy Hodgson. Moyes não gostou da expulsão de Saha depois de este «levantar a mão» a um jogador do AEK de Atenas, e acha espantoso o facto de nenhum dos árbitros se ter apercebido da falta que o jogador francês sofreu antes do incidente. Já Hodgson queixa-se que nenhum dos árbitros avisou o árbitro principal Paul Allaerts de que tinha expulso o jogador errado no empate dos ingleses do Fulham frente à Roma, por 1-1. Allaerts assinalou um penalti sobre Riise depois de uma entrada de Stephen Kelly, mas acabou por exibir o cartão vermelho a Brede Hangeland, outro jogador do Fulham.

«Os jogadoress aceitam que os erros fazem parte do jogo. Mas eles não vêem nenhum se não na aplicação de sensores entre os postes das balizas para ajudar o árbiro a decidir lances de golo», conclui Tummers.

Os resultados da sondagem feita pela Fifpro vão ser apresentados ao International Board (IFAB) que discutirá a evolução e desempenho da medida aplicada na Liga Europa, já este sábado (6 de Março), no seu encontro anual.
fonte: maisfutebol



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Profissionalização de árbitros longe das expectativas, diz presidente da APAF

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O projecto de profissionalização dos árbitros não tem a concordância da APAF, que entende que este tem más condições, um mau timing e dificilmente resultará em que algum árbitro seja profissional na próxima época.

Apesar de destacar alguns méritos deste projecto-piloto que arrancou na terça-feira até Maio, o presidente da APAF diz que este está longe das expectativas dos árbitros, muito embora tenha como objectivo «dar melhores condições de treino quer físico quer teórico aos árbitros».

«É uma melhoria relativamente ao que tinham. No entanto, os árbitros apresentaram à Liga algumas condições para poderem integrar o projecto, que são indispensáveis, e agora estamos à aguardar que a Liga nos dê uma resposta positiva às sugestões que foram apresentadas», explicou Luís Guilherme.

Este responsável, que pretende uma projecto muito mais vasto, lembrou ainda que o mandado da actual comissão está praticamente a acabar e que por isso, no que toca a esta questão, «o futuro é difícil de prever».

«É muito importante realçar: um projecto profissional não pode ser nem deve ser discutido em cima do joelho», acrescentou Luís Guilherme, que lembra que a pressão sobre os árbitros vai aumentar, em virtude de se estar no final da temporada.

Apesar de o timing para o projecto não ser o melhor, o presidente da APAF assegurou que os árbitros tudo irão continuar a fazer para, no que lhes diz respeito, a parte final da época lhes possa correr o melhor possível».

«Era desejável que este processo tivesse tido outros contornos. Não foi possível. Vamos aguardar serenamente que as coisas tenham um bom final», adiantou Luís Guilherme, que entende que Vítor Pereira fez o que estava ao seu alcance para a implementação deste projecto.

Luís Guilherme, que lembrou que as «decisões económicas e financeiras» não dependem do presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, considerou ainda normal que alguns árbitros, como Jorge Sousa, Pedro Proença e Artur Soares Dias tenham ficado fora deste projecto.

«Não é possível num projecto desta ordem convidar os árbitros num dia e dois dias depois eles darem uma resposta. Por outro lado, árbitros e árbitros assistentes têm ocupações profissionais e não se podem libertar delas de um dia para o outro», concluiu.

fonte: TSF




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Dia do árbitro - FPF

A Federação Portuguesa de Futebol, emitiu no site o comunicado referente ao "Dia do Árbitro".



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Começou hoje a profissionalização

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A primeira reunião introdutória tendo em vista o processo de profissionalização da arbitragem portuguesa começou esta tarde no Estádio Jorge Sampaio, em Vila Nova de Gaia.

Na sessão estiveram presentes apenas três juízes, Vasco Santos, Jorge Sousa e Artur Soares Dias. Apesar da fraca adesão, o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, Vítor Pereira, não se mostrou preocupado.

"Aquele não era um grupo definitivo pois alguns árbitros ainda não definiram as suas situações profissionais e alguns também estudam na Universidade", afirmou o líder da CA.

O projeto da profissionalização da arbitragem arranca oficialmente hoje no centro de treinos do Monte da Galega, na Amadora, e em Pedroso, Vila Nova de Gaia, sendo que o lote de 12 elementos (oito árbitros e quatro árbitros assistentes) ainda não está completo. Por ora, a Comissão de Arbitragem (CA) endereçou convites a sete juízes internacionais, mas só seis é que deram resposta positiva [ver quadro]. Pedro Proença não aceitou e Artur Soares Dias ainda está a refletir. De fora, por imperativo da idade, ficaram Lucílio Baptista (em abril completa 45 anos e termina a carreira no final da época) e João Ferreira (faz 43 em setembro).

O líder da CA, Vítor Pereira, de 52 anos, irá liderar este processo com os vogais Antonino Silva e Domingos Gomes, juntamente com uma vasta equipa de instrutores. Hoje, os árbitros e assistentes que aceitaram o convite apresentam-se pelas 14 horas no respetivo centro de estágio (separado de acordo com a zona geográfica) e aí permanecem até às 18 horas.

fonte: Record



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Acção de Formação - Árbitros de Futebol 11 - A.F. Santarém

O Conselho de Arbitragem da AF Santarém realiza uma Acção de Formação destinada a todos os árbitros de Futebol de 11, no próximo dia 8 de Março (segunda-feira) a partir das 20h30.A acção vai decorrer no Auditório Rui Manhoso, situado na nova sede da Associação de Futebol de Santarém, Rua Pedro Santarém, N.º 46 – Santarém.

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Rui Silva em entrevista ao Arbifute

Como não poderia deixar de ser, o Arbifute entrou em contacto com o árbitro Rui Silva, para obter algumas palavras sobre o seu regresso à competição, depois de 20 meses de castigo. O árbitro da AF Vila Real, foi claro nas suas respostas, e demonstra estar completamente confiante nas suas excelentes capacidades enquanto árbitro.

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- Como se passa 20 meses de suspensão?

Rui Silva: Quando abraçamos a carreira da arbitragem nunca imaginamos passar por uma situação destas. Mas quem gosta da arbitragem e sente a consciência limpa e tranquila regressa. É aquilo que estou a fazer e pretendo voltar a ser feliz e alcançar objectivos desafiantes.

A seguir à minha família a arbitragem é tudo para mim.


- Neste longo tempo de ausência dos relvados, algumas vezes pensou em desistir, ou ainda ganhou mais forças para continuar?

Rui Silva: No inicio foi complicado mas com o decorrer do tempo fui percebendo que a arbitragem tem muito significado para mim e por conseguinte fui materializando a ideia de regressar ainda com mais força.

Senti também muito apoio e incentivo de pessoas com grandes responsabilidades na arbitragem portuguesa.


- O Rui irá integrar o lote de árbitros da 2ª divisão, sendo um candidato natural à descida, sente que isso o pode prejudicar?

Rui Silva: Candidato à descida, não compreendo a pergunta.

Sou candidato às mesmas coisas que os restantes árbitros da 2ª divisão: Subida, Manutenção e Descida. A única diferença é que tenho 10 jogos para atingir uma das duas primeiras situações que lhe referi.

Sinceramente não me passa pela cabeça a descida de divisão, no entanto tenho muito respeito pelo valor dos meus colegas que são excelentes árbitros e me merecem toda a estima e consideração.


- Apesar do pouco tempo que esteve na primeira liga, o Rui marcou a arbitragem, onde até o classificaram como "jovem prodígio da arbitragem portuguesa". Regressar aos grandes palcos é um objectivo ou será uma luta muito difícil?

Rui Silva: Será um objectivo e não uma obsessão mas com toda a humildade lhe digo que considero ter valor para voltar ao mais alto escalão da arbitragem.

A luta será difícil porque os restantes árbitros também têm muito valor mas eu considero-me um homem muito lutador.


- Como se preparou a nível técnico, físico e psicológico para o curso de aperfeiçoamento e para a entrada na época 2009/2010?

Rui Silva: Foi mais difícil a actualização técnica (leis de jogo) do que a actualização física.

Fisicamente continuei sempre a treinar ao longo de todo este tempo porque adoro fazer desporto.

Os treinos deram-me a capacidade psicológica para me manter activo e com esperanças de ter forças para o meu regresso.

Ao nível das leis de jogo, nos primeiros 8 meses da suspensão fui convidado pelo presidente Vítor Pereira para contribuir para a construção de uma base de dados de perguntas e respostas promovida pela LPFP. Esta situação permitiu-me estar em contacto com as leis. Depois desse trabalho afastei-me completamente e por conseguinte, agora, tive de fazer um esforço extra para me preparar pois verificaram-se algumas alterações das quais eu não tinha conhecimento por estar impedido de participar nos cursos de reciclagem.

Fiz um estudo intensivo para este primeiro curso e tudo correu como tinha planeado.

Neste momento sinto-me completamente actualizado no que às leis de jogo diz respeito.


- Em entrevista ao ARBIFUTE, Bertino Miranda
propôs como medida radical na arbitragem, "os árbitros pararem a sua actividade enquanto o castigo do Rui Silva não fosse retirado". Sente que houve um apoio forte de alguns colegas da arbitragem?

Rui Silva: O apoio dos árbitros da LPFP foi absolutamente excepcional ao nível da melhor arbitragem do mundo. O Bertino Miranda foi um AA que trabalhou comigo em alguns jogos, inclusive esteve no meu primeiro jogo na LPFP e sabe muito bem a pessoa que eu sou e a minha extrema dedicação e profissionalismo em relação à carreira da arbitragem. Portanto, não me surpreendem as suas palavras.


- Como tem acompanhado a arbitragem portuguesa? Houve mudanças ou continua tudo como o país?

Rui Silva: A arbitragem portuguesa tem evoluído gradualmente e está muito melhor do que quando iniciei há 13 anos atrás. Isto quer a nível da FPF quer a nível da LPFP.

Temos árbitros e árbitros assistentes em Portugal tão bons ou melhores do que os de outras grandes ligas europeias e mundiais.


- Uma mensagem para todos os leitores e para todos árbitros que estiveram ao lado do Rui nestes 20 meses de calvário?


Rui Silva: Queria agradecer tudo o que fizeram por mim e dizer-lhes que cá estarei para fazer o que sempre fiz: “Servir a arbitragem e nunca me servir dela”.

Posso durar 100 anos mas nunca me esquecerei da onda de solidariedade e amizade que me demonstraram.

Terem acreditado em mim, na minha honestidade foi muito mais importante do que ter atingido o mais alto patamar da arbitragem.

O Arbifute agradece a disponibilidade do Rui, desejando-lhe um excelente final de época, e que consiga rapidamente atingir os objectivos propostos nesta nova etapa na arbitragem.



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João Ferreira na Arábia Saudita

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O árbitro português, João Ferreira de Setúbal, vai apitar o jogo do Campeonato da Arábia Saudita, entre o Al Ittihad (actual terceiro classificado) e o Al Hilal (líder do campeonato), que terá lugar no próximo dia 18 de Março (quinta-feira).
João Ferreira chefiará uma equipa lusa, da qual farão também parte os assistentes, José Cardinal e João Santos (ambos da AF Porto).




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Árbitro israelita no Sporting-Everton

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O israelita Alon Yefe é o árbitro que vai apitar o encontro entre o Sporting e o Everton na 5ª feira.

Na partida da 2ª mão, o israelita será assistido por Shmuel Shteif e Shabtai Nhamias.

Como na Liga Europa o número de árbitros de campo são quatro, Menashe Masiah e Haim Jakov são os restantes que compõem a equipa de arbitragem.



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Árbitro para o PORTUGAL-CHINA

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O árbitro argelino Djamel Haimoudi foi nomeado para apitar o Portugal-China da próxima quarta-feira, 3 de Março, em Coimbra, a última partida da Selecção Nacional antes da concentração para o Mundial 2010.

O Seleccionador Nacional, Carlos Queiroz, divulga esta quinta-feira os jogadores escolhidos para este jogo, que será a última convocatória antes da lista definitiva de 23 para a África do Sul.



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Paulo Costa já respondeu aos leitores do Arbifute

O árbitro portuense Paulo Costa, que em Dezembro último, terminou a sua carreira de árbitro internacional, aceitou o desafio de responder a algumas perguntas dos leitores do Arbifute.

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- Nome Completo: Paulo Manuel Gomes Costa -

Se fosse hoje o dia em que iniciou o curso de árbitro, voltaria a fazê-lo?

Paulo Costa: Indiscutivelmente! Porque a arbitragem permitiu-me um percurso desportivo de grandes experiências e de grande contentamento.

O que mudava na estrutura da FPF, nomeadamente na arbitragem, para uma
melhor captação de árbitros, por exemplo para futuros internacionais?

Paulo Costa: Aquilo que é desejável neste particular, é um aumento quantitativo e qualitativo da formação dos jovens árbitros, onde se deve incluir uma triagem de valores com potencial à partida, para “arbitro internacional”, começando na criação de um perfil para esse fim. E a esse grupo dar um acompanhamento especifico.

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- Data de Nascimento: 02/12/1964 (45 anos) -

Paulo como foi o 1º jogo internacional? E o último? (H Cardoso)

Paulo Costa: Foi um pouco diferente do habitual, pois na UEFA começa-se por arbitrar jogos de camadas jovens e no meu caso concreto, foi um jogo da fase final do campeonato da Europa de Sub 16 na Republica Checa.

E o último jogo foi em Roma, um jogo entre Roma e os belgas do Gent, curiosamente numa das cidades que mais aprecio na Europa.

Qual considera o melhor jogo? (André Rodrigues)

Paulo Costa: É sempre difícil escolher o melhor jogo, mas escolheria aqueles que mais me marcaram, ou pela dificuldade ou pela singularidade. E em Portugal seleccionava os derbies entre o Sporting, o Benfica e o Porto e as finais da Taça de Portugal. E no estrangeiro destacaria, o meu primeiro jogo da Liga dos Campeões, arbitrar a selecção inglesa em casa, arbitrar a final da Taça Intertoto, e por ultimo, um derby em Teerão com 120.000 pessoas.


Como começou a sua carreira? teve momentos difíceis? ou foi sempre a subir?
(David Demetrio)

Paulo Costa: Comecei aos 19 anos, arbitrando nos distritais, 3 a 5 jogos por fim de semana. E como todos, tive alguns jogos muito difíceis, trabalhosos e de risco. Mas de todos fiz um processo de aprendizagem e nunca abdiquei da responsabilidade de árbitro, independentemente da idade e das óbvias solicitações da juventude.

Quanto à ascensão, tive uma longa paragem de 3 anos na 2ª divisão nacional, que se tornou benéfica, e mesmo assim cheguei à 1ª divisão com 27 anos, que ao tempo era algo quase inédito.

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- Profissão: Gestor de empresas -

Qual foi a sua sensação no dia que recebeu as insígnias da FIFA? (António
Oliveira)

    Paulo Costa: Mais que o dia da cerimonia, recordo o dia da noticia, em que tive uma sensação de enorme alegria logo seguida de um sentimento de nostalgia, pois senti que tinha chegado á ultima etapa da minha carreira.

    Qual foi o momento que marcou a sua carreira? (António Oliveira)

    Paulo Costa: É claramente o “dia a dia” que marca a carreira das pessoas, seja em que actividade for, embora as questões mediáticas se tornem mais marcantes sendo certo que raramente sejam as mais importantes. E no meu caso, as minhas posições politico-desportivas na defesa da arbitragem estarão eternamente ligadas ao meu currículo de árbitro. O que ao longo do tempo me tem custado algumas perseguições jornalísticas, mas por outro lado o respeito de muita gente, e principalmente a admiração dos árbitros, pois eles sabem que o meu percurso sempre foi assente no trabalho para a nossa comunidade, entre Núcleos, Apaf e comissões representativas de árbitros.

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    - Árbitro desde: 1985/1986 -

    Vai terminar a carreira de Árbitro já no final de Dezembro, ou seja quando
    termina como Internacional e saindo pela porta grande, ou vai continuar até
    ao final da época? (Manuel Pereira)

    Paulo Costa: Contrariando muitas opiniões, a esmagadora maioria dos árbitros move-se por paixão, e por isso mesmo, o que eu desejo é arbitrar, treinar, sentir a adrenalina dos jogos…

    E embora compreenda e respeite todas as opções de gestão de carreira, gostaria de lembrar que os últimos grandes árbitros que terminaram a carreira fizeram – no após os 45 anos. Mesmo o Colina, só porque assinou um contrato milionário com a Opel, não pode prosseguir a carreira após os 45 anos.

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    - Associação: AF Porto -


    Acredita na possibilidade de Olegário Benquerença estar no Mundial 2010?

    Paulo Costa: O Olegário tem feito uma carreira internacional em crescendo e de enorme qualidade, e por isso estou perfeitamente convicto da sua selecção para o mundial, apenas um muito improvável lobby político o poderá retirar do grupo dos eleitos.

    Quem irá ser o próximo árbitro internacional? (André Rodrigues)

    Paulo Costa: A única certeza que tenho, é que regulamentarmente, o nome sairá em primeira linha de 2 possibilidades: Vasco Santos e João Capela.

    Tem algum episódio caricato? (Tiago Teixeira)

    Paulo Costa: Recentemente tive um episódio super engraçado, num jogo da Liga Europa, portanto com uma equipa de 6 árbitros. Ainda no túnel, já estávamos a inspeccionar as equipas para o inicio do jogo, quando para nossa surpresa começamos, através do auricular, a ouvir uma voz aos berros a pedir ajuda para lhe abrirem a porta. O que se tinha passado?

    Como a equipa era maior que o habitual, fomos saindo para o corredor de forma mais espaçada, enquanto isso, o 4º árbitro fechou a porta esquecendo-se que um dos assistentes estava na casa de banho. Quando esse árbitro-assistente se preparava para sair do balneário, deparou-se sozinho e com a porta fechada…

    Escusado será dizer, que foi a gargalhada geral com os jogares a olharem para nós sem saberem o porquê para tanta graça.

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    Concorda com o fim de carreira aos 45 anos? (António Oliveira)

    Paulo Costa: Em tese não concordo. E não é por acaso que vários países como a Itália, Inglaterra, Holanda, etc; permitem que os árbitros continuem a arbitrar para além dos 45 anos. E com o estatuto profissional, a legislação comunitária proíbe qualquer tipo de limite de idade para profissionais, apenas a obrigatoriedade de cumprir os requisitos físicos mundialmente regulamentados. Aliás, esta jurisprudência legal teve inicio com os árbitros profissionais holandeses.

    Qual a equipa de futebol para si que pratica melhor futebol esta época?

    Paulo Costa: Juntando as exibições a nível nacional e internacional, as oportunidades de golo e o número de golos marcados, parece-me evidente que a escolha recai no Benfica.

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    Qual o melhor clube a nível de fair-play? (Tiago Teixeira)

    Paulo Costa: Pelo exemplo dado durante muitas épocas consecutivas, o Estrela da Amadora merece um distinto destaque por parte dos árbitros. Pois, ganhasse ou perdesse, os seus dirigentes sempre tiveram um comportamento de grande elevação, e acho que se deram bem com essa atitude de grande desportivismo. Isto contrastando com o mau perder de alguns, que no mínimo, no final do jogo, ficam com uma cara de mau e um olhar altivo e ameaçador, que mais parece que alguém lhes deve dinheiro.

    Tem projectos para fazer parte da estrutura da arbitragem da AF Porto?
    (Paulo Pinto)

    Paulo Costa: Não. Sobre a AFP, apenas desejo que ela seja a maior associação do país. Bem mais em termos qualitativos que quantitativos. E por isso gostava que ela tivesse um “Campus Desportivo”, onde houvesse espaço para um centro de trabalho para as selecções jovens, um centro de arbitragem, um centro de pesquisa e desenvolvimento que aproveitasse os treinadores e jogadores sem colocação. E neste particular, aliava a acção social ao desenvolvimento do futebol.

    Se sim, é na parte na direcção ou na formação? (Paulo Pinto)

    Paulo Costa: Importa referir que um ex-arbitro não pode ter a perspectiva redutora de no futebol, obrigatoriamente ficar ligado à arbitragem, pois há imensas áreas onde a experiencia dos árbitros pode ser uma mais valia para a organização das estruturas do futebol. E no meu caso, eu gosto imenso de arbitragem, mas gosto mais do futebol.

Não foi possível publicar a entrevista com o timming que desejaria, mas desde já obrigado ao Paulo pela disponibilidade que teve em fazê-lo, e um grande bem haja por ter aceite esta entrevista, desejando-lhe um excelente fim de época, e que o fim de uma carreira.. permita o inicio de outra.



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